{Inês} Review: Graceling & Fire (PT)

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Graceling: O Dom de Katsa

Título Original: Graceling
Autor:
 Kristin Cashore
Tradutor: Teresa Filipe Carvalhal
Data:
 Julho 2010 (originalmente 1 de Outubro 2008)

Editora: Alfaguara
Páginas: 435 (Capa mole)
Género: Fantasia | YA | Romance
Série: A Saga dos Sete Reinos #1
Idioma: Português
ISBN: 9789896720216

 


A Minha Opinião:

Os Sete Reinos fazem parte do universo criado por Kristin Cashore, onde os Reis dos diferentes Reinos governam cada Reino com crueldade, usando todo o seu poder, para atingir objectivos pessoais, à excepção de dois Reis. 

O Rei de Middluns , Randa, é tio de Katsa, que é uma graceling que tem o poder de matar com o olhar. Assim, o Rei obriga Katsa a matar. Aos dezasseis anos, Lady Katsa é conhecida  e temida por se a “Lady Assassina”. Randa obrigava Katsa a agir como um monstro, executando torturas, mutilações e provocando a morte aos homens inconvenientes no Reino e seus inimigos.

O pai do Rei de Lienídia é raptado e Katsa investiga o caso. Assim, Katsa conhece o príncipe de Lienídia , Po, uma personagem encantadora, que se aproxima de Katsa para investigar o desaparecimento do avô. O príncipe Po também é um graceling, com inúmeros segredos e poderes ocultos, que desenvolve uma relação de confiança com Katsa que interpreta o dom como uma maldição até se aperceber que também pode utilizá-lo para praticar o bem.

Os Sete Reinos encontram-se sob a ameaça de alguém sombrio, cruel e muito perigoso.

Raffin é filho do Rei Randa, primo de Katsa, não concorda com a maldade do pai, apoiando Katsa. Oll é capitão e acompanha o crescimento de Katsa. Giddon é sub-chefe e apaixona-se por Katsa.

Po é um dos sete príncipes do Reino de Lienídia, cujo verdadeiro nome é Greening, é uma personagem muito positiva, demonstra os seus verdadeiros sentimentos a Katsa, de quem aprende a gostar e se dá a conhecer, a pouco e pouco. Tem dons invulgares, pois cada graceling tem dons completamente diferentes, mas igualmente poderosos e únicos. Este príncipe vem de uma família de guerreiros e encontra em Katsa uma adversária muito superior a nível táctico na luta corpo a corpo, com quem aprende e se diverte simultâneamente. Katsa é uma lutadora exímia 

Os dons podem consistir em habilidades completamente diferentes, tais como, cozinhar magnificamente, ler mentes, respirar debaixo de água, matar por instinto, prever o estado do tempo ou ter uma pontaria extraordinária. 

Bitterblue é uma menina encantadora, é princesa e será protegida por Katsa e Po. Bitterblue é uma peça chave na narrativa, a história da sua família é muito importante, imprevisível e emocionante. Adorei esta personagem, tornou-se a minha personagem preferida, pela sua bondade, coragem, pela preocupação que demonstra ter com outros, pela prontidão com que ajuda o próximo, pela força que teve de fugir do seu pai, o Rei Leck de Monsea. Muito acontecerá na vida desta princesa, mas mais descobrirei quando ler o último volume desta trilogia, cujo nome da princesa dá título ao livro.

O Rei Leck é um homem muito poderoso, sem sentimentos, bastante misterioso, ameaça a esposa e a filha. Bitterblue vê-se obrigada a fugir da crueldade do pai, com medo.

A luta que Katsa trava por Bitterblue é emocionante, de uma coragem e força de vontade inexplicáveis. Durante uma parte da narrativa acompanhamos uma longa viagem, atravessando montanhas, rios, neve, mas tal viagem tem uma demanda que ficará a cargo de Katsa, Po e Bitterblue.

A acção principal passa-se numa época medieval. Os Sete Reinos são Middluns, Lienídia, Monsea, Estil, Sunder, Nander e Wester. Cico dos sete Reinos encontram-se em constante conflito, apenas dois Reinos vivem em harmonia, com reis justos que mantêm a paz, tais Reinos são Monsea e Lienídia.

As personagens são especiais, inesquecíveis e cheias de atitude. O vilão é surpreendente, praticando actos de pura crueldade, agarra o leitor, aguçando a sua curiosidade durante a leitura. “Quem entra nos Sete Reinos já não consegue sair”, é a frase mais verdadeira que já li nos últimos tempos, pois assim que terminei esta leitura tive de ler o segundo volume, mas agora estou a desesperar, pois o terceiro volume da trilogia ainda não foi editado em português.

Esta leitura foi emocionante. Tive muita dificuldade em desligar-me das personagens. Embora continue a seguir esta trilogia, mas o volume seguinte é uma prequela, , a personagem principal é outra, e, apesar de ser uma narrativa esplêndida e emocionante, não está relacionada com estas personagens principais. Embora compreendamos no segundo volume o passado de uma outra personagem masculina, que aparece no primeiro livro e talvez no terceiro volume continue a acompanhar estas personagens.

 A escrita de Kristin Cashore é maravilhosa, emotiva, envolvente e inesquecível . Recomendo plenamente. As capas dos livros são maravilhosas, com as heroínas de cada livro, com cores específicas atribuídas. 

Recomendo esta leitura, pois esta trilogia pode ser lida como volumes independentes, com heroínas diferentes, mas igualmente arrebatadoras. Fantasia Medieval no seu melhor! 

Garanto que qualquer leitor, fã do género Fantástico, gostará de personagens como Bitterblue, Po e Katsa.

Os Meus Cups:

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Fogo

Título Original: Fire
Autor:
 Kristin Cashore
Tradutor: Andreia Fonseca
Data:
 Abril 2011 (originalmente 1 de Janeiro de 2009)

Editora: Alfaguara
Páginas: 450 (Capa mole)
Género: Fantasia | YA | Romance
Série: A Saga dos Sete Reinos #2
Idioma: Português
ISBN: 9789896720520

 


A Minha Opinião:

Posso dizer que as 450 páginas deste livro passaram a uma velocidade extremamente rápida. A protagonista tem aspectos controversos, fez com que não compreendesse algumas das suas atitudes, mas por outro lado, Fogo tem qualidades que aprecio bastante. Fogo toca violino, instrumento que eu adoro ouvir, tem a coragem de lutar e de negar a sua natureza vil, capaz de subjugar a vontade própria de cada indivíduo. Utiliza os seus dons em caso de perigo de vida ou por um Bem Maior, podendo utilizar o poder da mente para comunicar.

Fogo tem um rosto lindo, a sua beleza é estonteante, o seu cabelo é da cor do fogo, cuja beleza é irresistível para os humanos, especialmente para os homens. Fogo é a última descendente de uma raça de monstros humanos, filha do monstro-humano Cansrel, que tinha uma natureza vil, que utilizava o seu poder mental para seu benefício, tornando-se letal.

Fogo tem o poder de sentir as emoções das pessoas, de manipular os seus pensamentos, podendo forçá-las a dizer a verdade, mas não gosta de utilizar os seus poderes, contrariando sempre a sua natureza. 

A existência de monstros nos Dells é um facto que faz parte do dia-a-dia dos habitantes dos vales entre as montanhas. Fogo cresceu longe da corte, numa propriedade a Norte dos Dells, na companhia de Lorde Brocker, que é a figura paterna para Fogo, o seu fiel amigo e conselheiro, pai de Arqueiro (Archer), um jovem com quem cresceu, por quem se apaixonou e, mais tarde, estabeleceu uma relação amorosa. A relação de ambos não é do meu agrado, devido ao facto de Arqueiro ser um “pinga-amor” que anda atrás de todas as mulheres do Reino, com a desculpa de que ama Fogo, mas esta não aceita casar nem ter filhos, devido à sua natureza de monstro.

Nos Dells os animais-monstros fazem parte do dia-a-dia das pessoas, podendo ser monstros-raptores coloridos, gatos-monstros que desejam o sangue dos outros monstros, atraindo os humanos com o poder de atracção mental, atracção essa que pode ser fatal.

Os homens sentem-se atraídos por  Fogo, assim como os animais-monstros se sentem atraídos pelo seu sangue, querendo atacá-la. Os animais-monstros são mais perigosos e mortíferos do que os gracelings. A sua natureza instintiva e o poder da mente torna-se incontrolável. Fogo tem guarda pessoal para a proteger dos ataques dos monstros.

Cansrel, monstro-humano, pai de Fogo, foi conselheiro do antigo rei Nax, levando-o à loucura.

Esta prequela tem uma forte inspiração medieval, a guerra pelos vales Dells está envolta em batalhas, guerras, exércitos, espiões, em que a fome de poder dos rebeldes ameaça o trono do novo rei, o jovem Nash, mas o rei conta com o apoio do irmão, o príncipe Brigan que é comandante militar do exército. Com a morte do rei Nax, Nash herda um reino destruído, ameaçado pelos rebeldes do Norte e do Sul, que desejam tirá-lo do trono.

Nash luta para evitar a guerra, mas os inimigos ameaçam o trono. A família real precisa da ajuda de Fogo para se proteger. Através dos poderes mentais de Fogo a família real pode descobrir quem são os espiões e os rebeldes, forçando-os a acabar com a guerra e as rebeliões no Reino. Para tal, Brigan tem de convencer Fogo a ir viver para a corte e a abandonar a propriedade onde cresceu.

A rainha Roen e o rei Nax tiveram quatro filhos: Nash, Brigan e os gémeos Clara e Garan. 

Brigan tem uma filha, fruto de uma paixão durante a sua adolescência. Hannah tem uma boa relação com o pai, são carinhosos um com o outro. Hannah é adorável, sempre preocupada com o pai.

Brigan é um jovem carinhoso, destemido, forte, com uma enorme responsabilidade como chefe do exército real. Brigan é a única pessoa que consegue impedir Fogo de controlar a sua mente, impedindo-a de aceder aos seus sentimentos e emoções.

Fogo e o príncipe Brigan pouco dialogam ao longo da narrativa, facto que não me agradou. A ausência do príncipe é demasiado sentida. A fase de negação inicial de Brigan para com Fogo é preconceituosa e revoltante. Brigan nega aproximar-se de Fogo, quando a conhece, devido ao facto desta ser um monstro-humano e por ser filha do homem-monstro que destruiu o Reino e o rei Nax.

A escrita de Kristin Cashore é brilhante e flui rapidamente. A autora cria heroínas inesquecíveis, que arrebatam o leitor pela sua personalidade e natureza diferente. A leitura foi emotiva, com componentes fulcrais numa boa história, tais como, romance, amizade, paixão, guerra, morte. Todas estas emoções foram vividas neste livro maravilhoso.

As heroínas criadas por Kristin Cashore têm vários aspectos em comum, como o facto de negarem a sua natureza mortífera, os problemas parentais e a negação do facto de usarem os seus dons em benefício próprio, prejudicando os outros. Fogo demonstra fragilidades que Katsa não tem, demonstra medo, indecisão, dúvidas e fragilidade física, incapacidades que não assolam Katsa.

Leck é a única personagem que os dois primeiros volumes da trilogia têm em comum. Conhecemos o seu passado, mas, na minha opinião, este vilão merecia mais destaque, ao longo da narrativa, que por si só é uma parte fulcral desta trilogia de Kristin Cashore.

Recomendo esta trilogia! Aconselho a leitura por ordem de edição (Graceling / Fogo/ Bitterblue), tal como eu li, e não por ordem cronológica (Fogo / Graceling/ Bitterblue), penso que é a forma mais interessante de conhecer o vilão, o Rei Leck de Monsea. É verdade que os três volumes são independentes, mas alguns factos tornam-se mais interessantes pela ordem de edição que a autora escolheu. 

A história de Fogo passa-se trinta anos antes dos acontecimentos narrados no primeiro volume da trilogia: Graceling – O Dom de Katsa, num território diferente, mas igualmente fascinante.

Os Meus Cups:

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