{Inês} Review: Sob o Céu Que Não Existe (PT)

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Review by Inês (PT):
Sob o Céu Que Não Existe
(Under the Never Sky)

Autor: Veronica Rossi
Tradutor: Irene Daun e Lorena e Nuno Daun e Lorena
Data:
 Maio 2013

Editora: Planeta
Páginas: 293 (Capa mole)
Género: Young Adult | Sci-Fi
Série: Sob o Céu Que Não Existe #1
Idioma: Português
Opinião da Ner: Under The Never Sky
ISBN: 9789896573447
Cups:
5 Cups


A Minha Opinião:

Veronica Rossi é a autora da trilogia Under the Never Sky (Sob o Céu Que Não Existe) , é uma escritora brasileira que vive nos Estados Unidos da América.

Uma nova trilogia, uma distópia, baseada na ficção científica, que traz novos conceitos à “literatura fantástica”.

No início, ao ler as primeiras páginas, a narrativa desenvolveu-se de uma forma um pouco lenta, que não me puxava o entusiasmo de ler. Mas, à medida em que as páginas iniciais vão ficando para trás, a narrativa ganha ânimo graças aos protagonistas Aria e Perry.

Peregrino (Perry) e Aria procuram duas pessoas e precisam da ajuda um do outro para cumprir as suas missões.

Este livro, Sob o Céu Que Não Existe, é uma distópia, ou seja, um processo baseado na ficção que representa a antítese da utopia, caracterizada pelo autoritarismo, pela opressão com o objectivo de controlar sociedade. A tecnologia é utilizada para controlar todos os membros da sociedade.

A sociedade está dividida em dois grupos, os Moradores (Aria) que vivem nos Casulos (lugares fechados e confinados à alta tecnologia), por outro lado, os Externos que obedecem a uma hierarquia, com poucos recursos materiais, vivendo em aldeias isoladas.

Os Moradores (apelidados de Toupeiras, pelos Externos) representam a sociedade distópica, oprimida e autoritária.

Aria é uma jovem de 17 anos, corajosa, que é obrigada a enfrentar o Exterior, para cumprir a sua missão, assumindo as consequências  dos seus actos, que a levaram a sair do Casulo (local onde habitam os Moradores).

Perry (Peregrino) é a minha personagem preferida, é uma personagem muito bem construída e definida, o que fez com que eu criasse uma forte empatia durante toda a leitura. Perry é corajoso, enfrenta o seu passado difícil, faz tudo para manter a tribo em segurança, pois ama o seu sobrinho, acima de tudo.

Aria ao ver-se fora do Casulo depara-se com o Exterior (a chamada “Loja da Morte”) , onde um Morador enfrenta todo o tipo de perigos e onde não há tecnologia.

A narrativa na terceira pessoa do singular, ajuda o leitor a conhecer a perspectiva de Perry e Aria, isoladamente, alternando-se ao longo da leitura. 

O romance está presente nesta distópia, com personagens apaixonantes, num universo estranho, mas muito original e interessante

Perry é um Selvagem, vive no Exterior, numa tribo. Todos os seus dons estão relacionados com os cinco sentidos. Considerei muito interessante esta ideia da autora, associar os sentidos a dons desenvolvidos característicos de determinados personagens. 

Aria é uma Moradora devido ao facto de ter nascido num Casulo. Os Casulos protegem do mundo exterior, dito selvagem, enquanto o Casulo vive de alta tecnologia futurista. Os Reinos existem dentro dos Casulos.

As Toupeiras vivem num Casulo, perto da tribo dos Águas e põe em perigo os membros mais importantes da Tribo.

Vale é o Lorde Sangrento, o Líder da Tribo dos Águas, é irmão de Perry e pai de Talon, o sobrinho adorado de Perry, 

A existência de diferentes tribos é um tema ainda pouco desenvolvido, mas existem a Tribo dos águas e a Tribo dos Croven, sendo esta última uma tribo canibal.

Marron é uma personagem importante que ajuda Aria e Perry nas suas missões. Marron é o líder da comunidade de Delfos, que domina a tecnologia e conhece o sistema de Casulos.

Rugido (Roar) é um Externo e o melhor amigo de Perry, uma personagem muito interessante, muito bem construída. Esta personagem surpreendeu-me pela positiva, fazendo-me pensar qual seria a minha personagem preferida – Perry ou Rugido. Mas Perry demonstrou uma maior profundidade sentimental ao longo da história, o que o tornou a minha personagem preferida.

Cinder, um Externo, misterioso, com dons raros e um passado impressionante. 

Aether é uma tempestade, que se desenvolve no firmamento. Representa “o céu que não existe”, que destrói a ameaça tudo por onde passa. A tempestade Aether provoca alterações nos humanos, a nível dos sentidos o que representa uma ideia completamente diferente.

O que me desiludiu foi o desenvolvimento sobre a mãe de Aria, que é cientista e se encontra longe a fazer uma pesquisa. A procura incessante de Aria pela mãe foi pouco desenvolvida e alguns assuntos ficaram por explicar. Aguardo, ansiosamente, a continuação desta trilogia, cheia de curiosidade, pois o final em aberto, demonstra que muitas surpresas e explicações estão por vir.

Recomendo Under the Never Sky, de Veronica Rossi.

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5 thoughts on “{Inês} Review: Sob o Céu Que Não Existe (PT)

  1. Estou ansiosa para ler esta trilogia, em português. Parece que o team Perry está em força por aqui… Bjs para ambas. Inês.

    • Eu volto a repetir: PERRY!!!!!!!

      A sério, o Perry é uma daquelas personagens que se ama mesmo quando ele é parvo (pelo que a Carla do Dalmata me disse, ele fica um pouco tótó no 2º livro… BUT, I still love him!!!)

      XX Ner

  2. Estou muito curiosa com esta trilogia, espero que as atitudes do Perry tenham fundamento. Mas ainda deve demorar a tradução do segundo volume. Bj. Inês.

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